sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

PresidenciaIs’2021: Candidaturas começam a desenhar-se

Neste ano, poderão ser lançadas as bases para outras eventuais candidaturas para as eleições presidenciais de 2021. Se no PAICV é quase certa a aposta em José Maria Neves, o mesmo não se pode dizer do MpD. Aqui perfilam-se meia dúzia de potenciais candidatos, a começar por Ulisses Correia e Silva e Carlos Veiga.















O ex-primeiro ministro José Maria Neves ainda não se pronunciou oficialmente sobre uma eventual candidatura ao Palácio do Platô, mas o seu protagonismo na esfera política e social aponta nesse sentido. Para fontes próximas de JMN, trata-se apenas de uma questão de timing.

E nisso há quem considere que JMN poderá mesmo regressar à liderança do PAICV para tentar colocar o partido nos carris, tendo em conta a “incapacidade” de Janira Hopffer Almada em unir a família tambarina. “É que um PAICV frágil não favorecerá JMN na sua ambição de chegar à Presidência da República”.

A estratégia, segundo os nosso interlocutores, seria reorganizar o PAICV para ganhar as autárquicas em 2020 e depois “catapultar” JMN para as Presidenciais de 2021. No fundo, a reedição da estratégia adoptada por Pedro Pires em 2000, numa altura em que MpD encontrava-se em crise e desgastado por 10 anos de governo e escândalos vários.

Daniel “Maika” Lobo, um dos fundadores do MpD, escreveu, numa recente publicação na sua página no Facebook, que “é muito provável” que o JMN venha a ser o próximo presidente de Cabo Verde. “Não me perguntem, por favor, as razões. As razões? Para quem quer ver, elas estão aí…”, diz.

Para aquele observador, JMN “tornou-se com o andar do tempo um bom político, mesmo com as muitas falhas conhecidas. Mas isso não é uma desvantagem, porque todos os políticos cabo-verdianos têm muitas falhas. Uns mais, outros menos… E depois sabemos: o povo tem a memória curta”.

Do lado do MpD, fora a manifestação de Milton Paiva, que já se posicionou, não há nenhum sinal dos “pesos pesados” da família ventoinha. Carlos Veiga, actual embaixador em Washington, e que já concorreu por duas vezes ao Palácio do Platô, é tido como um dos principais adversários de JMN, mas fala-se também na possibilidade de Jorge Santos, Ulisses Correia e Silva, Eurico Monteiro e José Luís Livramento para o mesmo cadeirão presidencial.

Já em relação a Ulisses Correia e Silva, o facto de aparecer a partir de agora a dividir o poder com Olavo Correia, que a partir de amanhã, dia 5, passa a ser vice-primeiro, começa a ser visto como um sinal de que está a preparar-se para outros voos, nomeadamente, a Presidência da República. Afinal, numa análise fria, pouco ou nenhum sentido fará que em 2021 ele volte a pedir os votos aos cabo-verdianos depois de sinais de pouca ou nenhuma motivação para o cargo de primeiro-ministro.


Enfim, um outro nome que vem sendo ventilado como potencial candidato presidencial a ser apoiado pelo MpD é Eurico Monteiro, embaixador em Portugal, que segundo Maika Lobo “foi uma figura de proa dos anos 90. Foi indiscutivelmente o número dois do partido e do governo. Foi um dos maiores arquitectos da vitória do MpD, em 1991”.

Fonte: Jornal A Nação 

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